Ações Complementares

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Padroeiro da Diocese

SÃO VICENTE

Padroeiro da Diocese do Algarve - S. Vicente MártirO Padroeiro da Diocese do Algarve é S. Vicente Mártir ou São Vicente de Saragoça, também conhecido por São Vicente de Fora (Lisboa).

Este Santo foi martirizado em Valência no início do século IV (crê-se que no ano de 304) durante as perseguições do Imperador romano Diocleciano contra os cristãos da Península Ibérica. O seu cruel martírio até à morte foi devido, segundo a tradição, à sua recusa em oferecer sacrifícios aos deuses do panteão romano.

É orago da Diocese do Algarve, como já se mencionou, bem como da Sé Patriarcal de Lisboa, onde se guardam algumas das suas relíquias.

Simbolicamente é representado por uma barca e um corvo, representação essa baseada na tradição que nos diz que, em 1173, as suas relíquias terão sido conduzidas numa barca desde o Cabo de S. Vicente, no Algarve, para Lisboa, a mando de D. Afonso Henriques e veladas, durante todo o trajeto, por dois corvos. Também aparece representado com uma palma (que simboliza o martírio) e o evangeliário, pois é um dos grandes missionários e transmissores da Palavra de Deus na Europa.

É comemorado a 22 de Janeiro pela Igreja Católica e a 11 de Novembro pela Igreja Ortodoxa.

Em Portugal é ainda o santo protetor e advogado das crianças.

 

Santos Algarvios

SÃO GONÇALO DE LAGOS

Santo Padroeiro de Lagos - S. GonçaloSanto Padroeiro de Lagos, S. Gonçalo terá nascido em 1360, segundo a tradição, numa casa situada junto das Portas do Mar, no local onde hoje se encontra o seu nicho e imagem. Ainda jovem vai estudar para Lisboa, onde decide entrar na Ordem dos Eremitas de S. Agostinho. Estudou teologia, tendo renunciado, por humildade, a doutorar-se nessa matéria. Dedicou-se à catequese e pregação, interessando-se sempre pelo bem-estar das populações e apoiando os pobres.

Em Lisboa ganhou fama de santo, pelo bem e pelos milagres que fez, quer em vida quer depois de morto. Foi prior em vários conventos da sua Ordem.

Morreu em Torres Vedras no dia 15 de Outubro de 1422. Em 1778 o Papa Pio VI autorizou o culto do “Bem-aventurado” ou Beato, a Frei Gonçalo de Lagos, com honras de Santo em Portugal. Lagos comemora, a 27 de Outubro, o seu feriado municipal, em honra deste seu ilustre filho e padroeiro.

(FONTES: Câmara Municipal de Lagos e Secretariado Nacional de Liturgia)

 

BEATO VICENTE DE ALBUFEIRA

Beato de Albufeira - Frei Vicente de Santo António Frei Vicente de Santo António (Albufeira, 1590 - Nagasaki, 1632), também conhecido como Beato Vicente de Albufeira, foi um missionário português da Ordem de Santo Agostinho, que exerceu a sua missão em vários países - Espanha, México e Filipinas - , acabando por ser martirizado no Japão, a 3 de Setembro de 1632.

Viveu em Albufeira até aos 12 anos, tendo ido estudar para Lisboa e aí experimentado as seduções da vida fácil lisboeta, como ele próprio confessa numa das suas Cartas do Japão.

Aluno brilhante e dotado de qualidades de chefe, tudo para ele era fácil. Filho de um médico, aprendeu como seu pai os rudimentos da medicina que lhe foram muito úteis ao serviço do povo humilde japonês que, em Nagazaqui, se dedicava às lides do mar.

Em Lisboa manifestou o desejo de ser sacerdote e missionário, sobretudo após a morte de sua mãe, quando tinha 26 anos de idade.

Foi missionário da Ordem dos Agostinhos e durante cerca de 10 anos exerceu o apostolado no meio de perigos e ciladas, pensando apenas no bem espiritual daqueles que tão longe haviam abraçado a fé em Jesus Cristo. As suas Cartas provenientes do Japão revelam a grandeza de alma deste homem e deste missionário filho de Albufeira. Desde então, esta cidade nunca mais deixou de lhe prestar culto no dia do aniversário do seu martírio a 3 de Setembro. Esse dia foi, durante alguns anos, considerado e vivido em Albufeira como verdadeiro Feriado Municipal.

(FONTES: Câmara Municipal de Albufeira)


BEATO VICENTE DE SANTO ANTÓNIO

Vicente de Santo António ( mais conhecido como São Vicente de Albufeira) , nasceu em 1590, na então Vila de Albufeira. Filho de António Simões, médico, e de D. Catarina Pereira, foi baptizado com o nome de Vicente Simões de Carvalho.
Os primeiros anos da sua vida passou-os em Albufeira. Aos catorze anos foi para Lisboa, onde seu pai exercia a medicina e aí frequentou a Universidade.
No meio de uma juventude alegre e folgazã, como ele próprio afirma numa das suas cartas do Japão, sentiu o chamamento de Deus. E em 1617 foi ordenado sacerdote em Lisboa, como padre secular.

Quatro anos depois outro apelo do Senhor o levou para o México como missionário. Entrou no Noviciado da Ordem dos Agostinhos Recoletos. Do México passou para as Filipinas . E na cidade de Manila, fez em 1622 a sua Profissão de Fé Solene, como Frade dessa Ordem.

No ano seguinte partiu com alguns sacerdotes agostinhos para o Japão, numa época em que os cristãos eram ferozmente perseguidos. Só com disfarces e às ocultas foi possível durante algum tempo exercer a sua missão, ora fazendo de mercador europeu ou de vendedor ambulante, vestido de japonês pobre ou rico conforme as circunstâncias. Pregava a Palavra, celebrava a Eucaristia para portugueses e japoneses cristãos, amparava religiosamente a comunidade cristã de Nagazaqui e outras dos arredores, sempre sujeito ao perigo de denúncia.

Ao fim de seis anos de apostolado foi denunciado e preso. Por cinco vezes sofreu os tormentos das águas sulfurosas da Lagoa de Unzen junto de Arrima, que descarnavam o corpo. Esse suplício era considerado um verdadeiro inferno, a que davam o nome de Inferno de Arrima . Em 1632, no dia 3 de Setembro, sofreu o martírio do fogo, sendo queimado vivo em Nagazaqui, por não querer renunciar à sua fé em Jesus Cristo.
Foi mais tarde beatificado pelo Papa Pio IX em 1867. Albufeira soube da sua existência em 1965. Nesse mesmo ano a Paróquia fez em sua memória um majestoso cortejo alegórico sobre a sua vida missionária. E dois anos depois um Congresso em sua honra. Por ocasião do IV Centenário do seu nascimento, Albufeira voltou a vestir as suas melhores galas para celebrar a memória da vida e obra missionária deste seu filho mais ilustre. No dia aniversário do seu martírio, 3 de Setembro, têm-se realizado anualmente solenes festividades em sua honra, com Missa na Igreja Matriz , Procissão com a sua imagem pelas ruas da cidade, tarde e noite de convívio com uma maravilhosa sessão de fogo de artifício e particularmente a evocação teatral de alguns momentos mais significativos da sua vida, feita pelos jovens e crianças da catequese num largo da cidade. Ultimamente essa festa está a ser celebrada no Domingo mais próximo do dia 3 de Setembro.

Durante os poucos anos que esteve no Japão a missionar, Vicente de Santo António escreveu várias Cartas de que se conhecem apenas catorze, e que foram publicadas em 1967 num livro intitulado “ Cartas do Japão – a alma dum Santo Revelada em suas cartas, com introdução, tradução e notas do Padre José Cabrita,” Cónego da Sé de Faro, as quais descrevem a sua actividade missionária e revelam a grandeza humana e cristã deste herói da missionação portuguesa no Oriente, no Século dezassete.

Presentemente está a decorrer o Processo da sua Canonização. E para alcançar essa graça a paróquia de Albufeira tem incrementado o seu culto, particularmente entre os seus conterrâneos. Pensa também reeditar as Cartas do Japão que são um valioso auxiliar para conhecer com mais profundidade este grande santo da Igreja do Algarve.

Entre outras acções que visam dar a conhecer ao mundo e aos próprios albufeirenses o Beato Vicente de Santo António, a Paróquia de Albufeira já levou ao Japão em 1996 quatro dezenas de peregrinos que puderam conviver com os cristãos de Nagazaqui, e aí apreciar os frutos da maravilhosa acção dos missionários, nesse que é actualmente o maior centro de cristandade no Japão.

No Museu paroquial de Arte Sacra em Albufeira, visitável em qualquer dia, estão expostos numa sala um conjunto de elementos relacionados com Beato Vicente, livros, fotografias, documentos, que também podem ajudar a conhecer melhor esta glória da Santa Igreja.

(Cónego José Rosa Simão, pároco de Albufeira)

 

Uniformização da Informação Paroquial

Para garantir uma melhor qualidade da informação a prestar aos visitantes, a Pastoral do Turismo da Diocese do Algarve está a preparar a criação de um suporte gráfico, a ser colocado nas Igrejas desta região e que permita uma uniformização dos dados a disponibilizar, bem como uma correta acessibilidade à mesma. Este suporte deverá ser colocado no exterior dos espaços religiosos, de modo a que todos os que a eles se dirijam possam ter conhecimento de horários de celebrações, de visitas e contatos úteis, sejam esses visitantes nacionais ou estrangeiros.

Deste modo, dá-se cumprimento a uma das “Orientações para a Pastoral do Turismo”, documento de 29 de Junho de 2001, da responsabilidade do Conselho Pontifício da Pastoral dos Migrantes e os Itinerantes, valorizando o acolhimento dos turistas.